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Sexo: brasileiros diminuem a quantidade e investem em qualidade

Pesquisa revela que 90% dos casais optam por ter relações mais satisfatórias em vez de uma maior quantidade de vezes

Discussões sobre bem-estar relacionado ao sexo têm mais ganhado cada vez mais destaque nos últimos anos. Segundo uma pesquisa recente da consultoria WGSN, apesar da proliferação de aplicativos de encontros, relações líquidas e questionamentos sobre alternativas de relacionamento, a geração Z está tendo menos relações sexuais do que as gerações anteriores.

Diante desse cenário, o Sexlog, uma rede social brasileira de sexo e swing que tem experimentado um aumento de três milhões de novos cadastros anualmente, conduziu uma pesquisa para descobrir se os brasileiros estão priorizando quantidade ou qualidade na hora do sexo.

Números

A pesquisa, realizada com 7 mil pessoas, revelou que 85% dos homens solteiros e 90% das mulheres preferem sexo de qualidade. Entre os casais, 90% optam por ter relações mais satisfatórias em vez de uma maior quantidade de vezes.

Ao analisar os resultados por faixa etária, constatou-se que 92% dos casais com mais de 35 anos valorizam o sexo bem feito. Já entre aqueles com mais de 54 anos, a opinião está dividida igualmente: 50% preferem sexo de qualidade e 50% buscam quantidade.

Conrado*, de 36 anos, está em um relacionamento aberto há um ano e meio e é um dos que valoriza a qualidade do sexo. Para ele, o sexo sem qualidade é apenas uma forma rápida de alívio, sem conexão. Ele vê isso como uma masturbação acompanhada. Para Conrado, o sexo de qualidade diz respeito mais à conexão entre as pessoas do que ao desempenho ou à aparência física.

Ele também afirma que, no momento atual, não faria sentido se relacionar com alguém que tivesse pensamentos ou ações diferentes. Ele acredita que ter um desejo mútuo em comum facilita a construção de um relacionamento saudável.

Entre os participantes da pesquisa do Sexlog, está Marcos*, de 38 anos, que acredita que o sexo é baseado em sentimentos e que cada sensação é importante. Para ele, o momento do sexo deve envolver a exploração de todos os sentidos e a entrega mútua é indispensável. Marcos acredita que somente assim é possível vivenciar plenamente uma das experiências mais significativas e satisfatórias da humanidade.

O desejo de ter relações sexuais mais satisfatórias, mesmo que menos frequentes, também é presente entre as mulheres. Clara*, de 40 anos, por exemplo, afirma que vivenciar momentos de grande prazer é melhor do que ter vários parceiros e não se sentir à vontade. Ela acredita que isso apenas aumentaria o número de parceiros, sem proporcionar momentos inesquecíveis.

Ideia oposta

Embora sejam minoria, há pessoas que preferem ter relações sexuais em maior quantidade, sem se preocupar com a qualidade desses encontros. A maioria das justificativas apresentadas na pesquisa do Sexlog argumenta que o sexo é bom de qualquer forma e que a prática leva à perfeição.

Anderson*, de 34 anos, por exemplo, acredita que o ideal é ter relações quatro vezes por semana, considerando essa frequência satisfatória para um casal, fruto de uma boa convivência. Ele acha que essa quantidade é mais prazerosa. Da mesma forma, Fabio*, de 44 anos, compartilha dessa opinião e acredita que o ideal é fazer sexo pelo menos uma vez ao dia, pois isso torna a experiência mais prazerosa.

Segundo Mayumi Sato, CMO do Sexlog, fica evidente que, mesmo em uma rede social voltada para o sexo, onde as pessoas se envolvem com o objetivo de diversão e encontros sexuais, a conexão é um fator indispensável para que esses encontros ocorram. Hoje em dia, poucas pessoas estão dispostas a ter encontros baseados em relações sexuais insatisfatórias.

 

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