Transformações estão em curso no sistema penitenciário de Goiás. Em 2025, três novas unidades prisionais serão entregues no estado: em Caldas Novas e Formosa, previstas para julho, e em Novo Gama, com conclusão em fevereiro. Essas unidades juntas terão capacidade para 1.100 vagas, somando um investimento de R$ 102 milhões.
Enquanto aguardam as inaugurações de 2025, outras obras continuam a trazer melhorias ao sistema prisional. Em Anápolis, o presídio estadual receberá 150 novas vagas com um aporte de R$ 12,4 milhões. Já em Aparecida de Goiânia, o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel foi ampliado este ano, adicionando 1.600 vagas às suas instalações. O investimento, que chegou a R$ 110 milhões, foi dividido entre a Casa de Prisão Provisória (CPP) e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), cada uma com 800 novas vagas.
Modernização e segurança
Não é só em novas construções que os recursos estão sendo aplicados. Em Senador Canedo, a unidade prisional foi modernizada para atender às necessidades de saúde e educação dos apenados, ao custo de R$ 669 mil. Na POG, foram feitos investimentos em equipamentos de body scan e melhorias estruturais, somando R$ 4,5 milhões nos últimos dois anos.
A ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas também faz parte da estratégia de gestão. Atualmente, 10 mil dispositivos estão em operação. Além disso, a segurança dos agentes foi reforçada com a aquisição de 1.950 coletes antibalísticos, um investimento de R$ 4,2 milhões.
Para sustentar a expansão e modernização do sistema, um concurso público está em andamento para a contratação de 1.600 policiais penais. A previsão é que o certame seja concluído em 2025, permitindo a entrada de profissionais treinados pela Escola Superior de Polícia Penal, a primeira escola de governo voltada exclusivamente para gestão prisional no país.
Desde o início de 2019, o Governo de Goiás entregou diversas unidades, como as de Rio Verde, Águas Lindas e Planaltina. As ampliações e melhorias refletem a busca por um sistema penitenciário eficiente, com foco no controle e ressocialização. Segundo o diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires, essas ações são essenciais para manter Goiás como referência nacional na gestão prisional.
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