Esporte

Derrota acende alerta: o que esperar do Brasil pós-goleada para a Argentina

Goleada por 4 a 1 para a Argentina revela crise técnica e estrutural no Brasil. Com vaga ameaçada, Seleção entra em rota de pressão e incerteza

A goleada sofrida por 4 a 1 diante da Argentina, na noite de 25 de março de 2025, em Buenos Aires, não foi apenas um tropeço nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Foi um marco. No Estádio Monumental de Núñez, a Seleção Brasileira acumulou sua pior derrota para os rivais sul-americanos desde 1963. A atuação preocupante, somada à crescente instabilidade tática, abre uma série de questionamentos sobre o presente — e, sobretudo, o futuro da equipe.


Um início devastador: o “olé” começou cedo

Com apenas 3 minutos de jogo, Julián Álvarez abriu o placar após jogada iniciada por Almada. Aos 12, Enzo Fernández apareceu sozinho na pequena área e ampliou. O gol de honra brasileiro veio aos 26, com Matheus Cunha, após erro de Romero. Mas aos 36, Mac Allister marcou o terceiro com um toque sutil por cobertura. No segundo tempo, Simeone decretou o 4 a 1 final.

A torcida argentina entoou gritos de “olé” antes dos 15 minutos da primeira etapa — um retrato da disparidade técnica e emocional entre as equipes.

Argentina afiada, Brasil desorganizado

O meio-campo argentino, com Enzo, De Paul e Mac Allister, dominou completamente o setor. Com posse agressiva e movimentação sincronizada, a equipe de Scaloni imprimiu ritmo constante e sufocou a transição brasileira.

No Brasil, o sistema defensivo foi um colapso. Murillo, em sua estreia, falhou em dois gols. Marquinhos esteve inseguro. No meio, Bruno Guimarães foi engolido, e Raphinha — autor da polêmica declaração pré-jogo (“tem que dar porrada neles”) — pouco produziu e foi alvo de provocações de Otamendi.

Os destaques (e os apagados)

Argentina:

  • Enzo Fernández: dono do meio-campo e autor de um gol.

  • Mac Allister: visão de jogo e frieza na finalização.

  • Julián Álvarez: abriu caminho com inteligência e velocidade.

Brasil:

  • Matheus Cunha: salvou a honra com um belo chute.

  • Murillo: falhou em momentos decisivos.

  • Raphinha: prometeu agressividade, entregou apatia.

Impacto na tabela e nos bastidores

Com a vitória, a Argentina garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026. Já o Brasil caiu para a 4ª colocação nas Eliminatórias, com 21 pontos. O desempenho técnico e tático da equipe preocupa — e coloca pressão sobre o técnico Ramon Menezes, que tem pela frente duelos decisivos.

Próximos jogos da Seleção Brasileira:

  • 05/06 – Equador x Brasil

  • 10/06 – Brasil x Paraguai

  • 04/09 – Brasil x Chile

  • 09/09 – Bolívia x Brasil

Projeção: como o Brasil pode reagir?

A derrota para a Argentina não é apenas estatística. É simbólica. Escancara um processo de desgaste na Seleção, que ainda busca identidade após a saída de Tite e a instabilidade de comando.

Para reagir, o Brasil precisará mais do que mudanças pontuais. Exige-se um projeto técnico claro, reposicionamento tático e, sobretudo, retomada da confiança. Caso contrário, o país corre o risco de chegar à Copa do Mundo como coadjuvante — e não como protagonista.

Fernanda Cappellesso

Olá! Sou uma jornalista com 20 anos de experiência, apaixonada pelo poder transformador da comunicação. Atuando como publicitária e assessora de imprensa, tenho dedicado minha carreira a conectar histórias e pessoas, abordando temas que vão desde política e cultura até o fascinante mundo do turismo.

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