Brasil

Governo antecipa 13º de aposentados do INSS e apresenta balanço com foco em crescimento, emprego e combate à fome

Primeira parcela será paga em abril e segunda em maio; Lula destaca redução da fome, alta no PIB, geração de empregos e ampliação de programas sociais em evento em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (3) o decreto que antecipa o pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. Assim como em anos anteriores, a primeira parcela será depositada em abril, e a segunda, em maio. A medida deve injetar bilhões na economia e aliviar o orçamento de milhões de brasileiros.

Durante o evento “O Brasil dando a volta por cima”, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, Lula fez um balanço dos dois primeiros anos de gestão. Com presença de ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais, o presidente anunciou ainda mudanças no Fundo Social, com destinação de R$ 18 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida, e apresentou a implementação da TV 3.0, que unirá televisão aberta e internet.


Economia volta a crescer acima da média global

De acordo com o governo, o Brasil voltou ao grupo das dez maiores economias do mundo, com crescimento do PIB de 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, o dobro da média registrada entre 2019 e 2022.

O programa Nova Indústria Brasil também foi citado como impulsionador do setor produtivo. Em 2024, a indústria cresceu 3,3% e gerou quase 200 mil empregos formais.


Emprego, renda e isenção de IR

O país atingiu em 2024 a menor taxa de desemprego em 12 anos, com índice de 6,6%, considerado próximo ao “pleno emprego”. Desde o início do mandato, mais de 3,2 milhões de empregos formais foram criados. O salário mínimo foi reajustado acima da inflação, e o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos.

Lula também enviou ao Congresso uma proposta que amplia essa isenção para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, com descontos progressivos até R$ 7 mil, o que pode beneficiar outros 10 milhões de brasileiros até 2026.


Minha Casa, Minha Vida e R$ 1,8 trilhão em obras

Reestruturado, o programa Minha Casa, Minha Vida contratou 1,2 milhão de moradias em dois anos. O governo prometeu ainda ampliar o acesso ao crédito habitacional para a classe média.

O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com investimento de R$ 1,8 trilhão, contempla mais de 20 mil obras em infraestrutura, saúde, educação e habitação.


Combate à fome e programas sociais

Segundo o governo, o Brasil foi um dos países que mais reduziram a insegurança alimentar no mundo entre 2023 e 2024. Dados da ONU apontam que 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome no país, e a insegurança alimentar severa caiu 85%, de 17,2 milhões em 2022 para 2,5 milhões em 2024.

O Bolsa Família, com valor mínimo de R$ 600 mensais, atende atualmente mais de 20 milhões de famílias.


Educação: incentivo à permanência e novas estruturas

Na educação básica, o programa Pé-de-Meia já beneficia 4 milhões de estudantes do ensino médio com incentivos que somam até R$ 9,2 mil por aluno ao longo dos três anos.

O ensino em tempo integral foi expandido e hoje alcança mais de 1 milhão de estudantes. O governo também anunciou 102 novos Institutos Federais, 10 campi universitários e 400 obras em universidades e hospitais universitários.


Saúde: Mais Médicos, Farmácia Popular e cirurgias recordes

O programa Mais Médicos foi ampliado e agora conta com 26 mil profissionais, cobrindo 4,5 mil municípios. O Farmácia Popular passou a oferecer gratuitamente 41 medicamentos, incluindo fraldas geriátricas.

Em 2024, o Brasil registrou recorde de cirurgias eletivas pelo SUS: foram mais de 14 milhões de procedimentos, aumento de 37% em relação a 2022. A entrega de ambulâncias do Samu saltou de 366 (2019–2022) para 2.067 (2023–2024).


Vacinação e combate ao negacionismo

A cobertura vacinal infantil foi ampliada em 15 das 16 vacinas obrigatórias. Segundo o Unicef, o Brasil saiu da lista de países com mais crianças não vacinadas no mundo.


Turismo, cultura e meio ambiente em ascensão

O Brasil recebeu 6,7 milhões de turistas estrangeiros em 2024, superando os números da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016).

Na cultura, os investimentos públicos somaram R$ 6,86 bilhões por meio das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, além de R$ 3 bilhões captados via Lei Rouanet.

A Amazônia registrou a maior queda no desmatamento da década, com redução de 46% em relação a 2022. No Cerrado, houve queda de 25,7% em 2024 — a primeira redução em cinco anos.


Diplomacia e protagonismo internacional

Lula destacou que o Brasil reabriu canais diplomáticos e teve reuniões com líderes de 67 países. O comércio exterior foi ampliado, com 340 novos mercados para o agronegócio.

O país sediará, ainda em 2025, eventos como a Cúpula do Brics, a COP30 e assumirá a presidência do Mercosul.

Fernanda Cappellesso

Olá! Sou uma jornalista com 20 anos de experiência, apaixonada pelo poder transformador da comunicação. Atuando como publicitária e assessora de imprensa, tenho dedicado minha carreira a conectar histórias e pessoas, abordando temas que vão desde política e cultura até o fascinante mundo do turismo.

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