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Ministra da Saúde, Nísia Trindade, é demitida por Lula

Alexandre Padilha assume a pasta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (25), a demissão de Nísia Trindade do cargo de ministra da Saúde. A mudança, que vinha sendo especulada nos bastidores, é a segunda troca ministerial do ano e ocorre em meio a uma série de críticas à gestão da ex-ministra. Alexandre Padilha, atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, foi nomeado para assumir a pasta da Saúde.

A exoneração de Nísia Trindade é vista como consequência de uma série de crises enfrentadas pela pasta da Saúde. O governo federal viu sua popularidade cair, especialmente após falhas em áreas sensíveis, como o enfrentamento da dengue e a gestão das vacinas. Em 2024, o Brasil registrou 6.068 mortes por dengue, superando as vítimas da Covid-19 no mesmo período. Além disso, mais de 58 milhões de vacinas vencidas, somando um desperdício de R$ 1,75 bilhão, marcaram a gestão de Nísia.

Fritura interna e decisões pendentes

A ministra havia tentado minimizar os rumores de sua demissão, afirmando que seguiria firme no cargo e que a reforma ministerial poderia acontecer a qualquer momento. No entanto, o cenário político e a pressão de aliados de Lula por mudanças no governo tornaram a saída inevitável. Mesmo com um evento recente ao lado do presidente, onde anunciou um acordo com o Instituto Butantan para a produção de vacinas contra a dengue, Nísia não evitou a exoneração.

Nomeação de Padilha e próximo passo do governo

Alexandre Padilha, médico e ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, assumirá a pasta. O governo ainda não anunciou quem ocupará sua vaga na Secretaria de Relações Institucionais, uma posição estratégica para a articulação com o Congresso. Os próximos dias serão decisivos para consolidar a nova equipe e tentar acalmar as tensões políticas internas.

Desafios continuam na Saúde

Além das falhas na gestão das vacinas, Nísia Trindade enfrentou problemas com o programa Mais Acesso a Especialistas, que teve um atraso significativo na execução. A ministra também precisou revogar uma nota técnica sobre a interrupção da gravidez, que gerou polêmica e foi amplamente criticada por setores da sociedade.

 

 

 

 

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